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Construção do Conhecimento

            Jean Piaget buscou compreensão a respeito da construção do conhecimento humano ao longo da vida e, nesta perspectiva, coloca o aluno como centro dos processos de aprendizagem. Como agente do seu próprio desenvolvimento, cabe ao professor desafiar, provocar conflitos para que o aluno seja estimulado às novas descobertas, sendo que a fonte de conhecimento se encontra na variedade de situações concretas que vivencia, oportunizando organizações lógicas em seu pensamento. Para ele, uma criança só pode se apropriar de um conhecimento se compreender seu modo de construção e, agindo, experimenta situações desafiadoras, provocando desequilíbrio e, a partir deste, ocorre a verdadeira aprendizagem.
          Para ele, o desenvolvimento do pensamento é um processo onde o sujeito transforma e é transformado pela realidade física, social e cultural em que se encontra. Destaca o papel da escola no desenvolvimento infantil e diz ainda que o aprendizado desperta processo interno de desenvolvimento a partir do momento em que a criança interage com as pessoas do seu ambiente.
           Para desencadear este processo não basta que os alunos se encontrem frente a conteúdos para aprender, sendo necessário, como afirma Weiss (1999, p. 66), “que tenham bons problemas sobre os quais pensarem, individualmente ou em grupo, o que promoverá o aperfeiçoamento de suas estruturas cognitivas que dependem do nível de desenvolvimento do sujeito, de seu conhecimento prévio e de sua interação com o meio físico e social”.
             Neste contexto, o trabalho coletivo com a inserção das mídias e tecnologias exerce um papel crucial, pois através das situações que exigem decisões a tomar em função do que se propõe aprender, cada aluno coloca em jogo seu conhecimento prévio em confronto com o conhecimento do outro, proporcionando o avanço através das trocas. Ainda, segundo Weiss (1999, p. 73) “A interação entre alunos não é necessária só porque o intercâmbio é condição para o convívio social na escola: ela é necessária porque informa a todos os envolvidos e potencializa quase infinitamente a aprendizagem”.
              Para que os alunos evoluam se faz necessário que os ambientes nos quais eles estejam inseridas proporcionem o desenvolvimento da autonomia, estimulando-os a expor e defender seus pontos de vista, discordar e confrontar opiniões.

LIMA, Lauro O. Piaget para principiantes. São Paulo: Summus, 1980.
WEISS, Maria L. L.. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DP&A, 1999. 5ª ed.

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